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quarta-feira, 10 de março de 2010
ARTESANATO DE PENA COVA
Etiquetas:
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
PALITOS PENACOVA
Entre nós o fabrico de palitos tem-se conservado como industria caseira, passando de geração em geração, porque os chefes de família obrigam a isso os filhos, principalmente as raparigas, que, desde os 7 anos nela se vão aperfeiçoando e desenvolvendo até que estejam aptas para receber como dote de casamento, depois dos 17 ou 18 anos, uma faca e uma correia, instrumentos preciosos e suficientes para abastança do seu futuro lar.
0 corte do salgueiro branco, nos campos de Coimbra, Golegã, Santarém e nas margens do Ceira e Mondego, a jusante de Penacova, faz-se em Novembro, Dezembro e, na sua quase totalidade, em Janeiro; convindo não apanhar chuva na ocasião da colheita, para a madeira não ficar dura em excesso.
Os meses de Fevereiro e Março são destinados ao preparo da madeira, isto é, a descasca, racha (abertura de alto a baixo) e secagem ao sol ou mesmo á sombra. Depois, quando querem fazer uso dela, se esta húmida, levam-na ao forno a temperatura de cozer pão, de onde sai para ser cortada ou serrada em troços e estes rachados pela faca inglesa em varas pequenas para os palitos. Há paliteiro tão adestrado que pega numa mão cheia dessas pequenas varas e, com uma ligeireza espantosa, faz 6 e 8 palitos de uma vez. É isto vulgar em Lorvão, única terra em que se fabrica o palito mais ordinário, que denominam palito magano.
Estranhando nós que, sendo Lorvão a mãe, a escola, desta indústria, seja ali que se fabrique a maior parte dos palitos ordinários, responderam-nos que, se os discípulos se dedicassem ao fabrico de palitos baratos (maganos), não ganhavam para comer. Efectivamente os paliteiros de Lorvão dedicam-se de preferência ao fabrico do palito mais barato; porque eles como mais peritos na arte, que vem de muitas gerações, são os que sabem aproveitar melhor a madeira, dividindo-a com rapidez em bocadinhos, pegando neles em grupos e fazendo uns poucos de palitos ao mesmo tempo.
E em Lorvão e no lugar de Lavatodos, da mesma freguesia, que os fabricantes trabalham habitualmente na confecção de palitos, sendo também apenas nesta freguesia que os homens se dedicam a esta industria. Nos outros lugares o trabalho é intermitente, pois e apenas nas horas vagas dos serviços do campo e lidas domesticas que os seus habitantes se dedicam a industria dos palitos.
0 corte do salgueiro branco, nos campos de Coimbra, Golegã, Santarém e nas margens do Ceira e Mondego, a jusante de Penacova, faz-se em Novembro, Dezembro e, na sua quase totalidade, em Janeiro; convindo não apanhar chuva na ocasião da colheita, para a madeira não ficar dura em excesso.
Os meses de Fevereiro e Março são destinados ao preparo da madeira, isto é, a descasca, racha (abertura de alto a baixo) e secagem ao sol ou mesmo á sombra. Depois, quando querem fazer uso dela, se esta húmida, levam-na ao forno a temperatura de cozer pão, de onde sai para ser cortada ou serrada em troços e estes rachados pela faca inglesa em varas pequenas para os palitos. Há paliteiro tão adestrado que pega numa mão cheia dessas pequenas varas e, com uma ligeireza espantosa, faz 6 e 8 palitos de uma vez. É isto vulgar em Lorvão, única terra em que se fabrica o palito mais ordinário, que denominam palito magano.
Estranhando nós que, sendo Lorvão a mãe, a escola, desta indústria, seja ali que se fabrique a maior parte dos palitos ordinários, responderam-nos que, se os discípulos se dedicassem ao fabrico de palitos baratos (maganos), não ganhavam para comer. Efectivamente os paliteiros de Lorvão dedicam-se de preferência ao fabrico do palito mais barato; porque eles como mais peritos na arte, que vem de muitas gerações, são os que sabem aproveitar melhor a madeira, dividindo-a com rapidez em bocadinhos, pegando neles em grupos e fazendo uns poucos de palitos ao mesmo tempo.
E em Lorvão e no lugar de Lavatodos, da mesma freguesia, que os fabricantes trabalham habitualmente na confecção de palitos, sendo também apenas nesta freguesia que os homens se dedicam a esta industria. Nos outros lugares o trabalho é intermitente, pois e apenas nas horas vagas dos serviços do campo e lidas domesticas que os seus habitantes se dedicam a industria dos palitos.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
AGOSTINHO GODINHO
domingo, 27 de julho de 2008
VINHAIS -- ESCULTURA EM MADEIRA

Um ranger da madeira seca inicia a conversa com Ouzilhão, em Vinhais. As mascaras em madeira enchem as paredes da pequena sala com os seus olhares fabulosos e formas estranhas da tradição pagã. Atrás da bancada de carpinteiro o transmontano vai dando balanço com o pé torneando uma peca. Sempre a trabalhar. so levanta os olhos por segundos: «Foi desde miúdo toda a vida nisto» conta, «Chego a estar aqui ate a uma da manha. As mascaras tem de ser feitas ao lume com um ferro para as marcar e desenhar. É demorado: pega-se num bocado de carvalho ou de outra madeira boa que se escolhe já com uma forma parecida, e depois corta-se e vai-se dando a forma ate sair...».
No topo das mascaras, as figuras da raposa, do veado ou morcego «Se as mascaras fossem coladas não tinham valor, isto tem de ser de uma só peça esculpida na madeira. Olha de novo para cima, agora para as suas obras mais exóticas as que não vende, e mantém preparadas para a festa.
No topo das mascaras, as figuras da raposa, do veado ou morcego «Se as mascaras fossem coladas não tinham valor, isto tem de ser de uma só peça esculpida na madeira. Olha de novo para cima, agora para as suas obras mais exóticas as que não vende, e mantém preparadas para a festa.
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